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Lulu Da Simao

Lulu Da Simao

Diferencas e Semelhancas entre o Cristianismo e Islamismo

 Cristianismo e Islamismo

1.Diferenças irreconciliáveis e semelhanças essências entre o cristianismo e o islamismo

Antes de mais é frutuoso fazer um debruçar sobretudo dos termos em destaque para melhor percepção, na leitura do mesmo trabalho, refiro-me do Cristianismo e islamismo.

  • Cristianismo: do grego christos, que significa messias. O Cristianismo é uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo de Nazaré; filho de Deus aquele que é salvador e senhor. O cristianismo, nascido na Judéia e primeiro difundido no Oriente próximo, foi pregado no mundo mediterrâneo pelos Apóstolos, logo após a morte de Jesus.
  • Islamismo: é uma religião, e também forma de viver que os crentes acreditam na suprema majestade e poder de um único Deus, criador e senhor de tudo, que estes crentes designam por Alá (Allah). Pode se dizer também que é uma religião monoteísta fundada pelo profeta Maomé no início do século VII. "Islã" é uma palavra árabe que significa "submissão" ou "rendição" e se refere àqueles que obedecem.

1.1.Diferenças irreconciliáveis entre o Cristianismo e o Islamismo

No que tange às diferenças, antes de mais enfatizar que encontramos várias dentre elas de seguida encontrar-se-ão as que o discente por sua pesquisa tornaram possível trazer, para tal eis as seguintes:

  • Para o cristianismo Jesus é filho unigénito de Deus e o messias e a salvação esta na sagrada escritura. E para o Islamismo Jesus é simples mensageiro de Deus, e o mesmo não morreu na cruz. O islamismo acredita que o alcorão seja a autoridade final e a última revelação de Alá;
  • Para o cristianismo, a sagrada diz: “Amai os seus inimigos e orai para os que vos perseguem”. Para o islamismo, os crentes devem odiar os seus inimigos e os de Alá e o Alcorão promete a todos os que morrem lutando pelo islão;

 

    • Para o Cristianismo não enumerou tempos de oração nem carga horária obrigatória. Para o Islamismo, a oração deve ser praticada cinco vezes por dia, prostrando-se em direcção a Meca;
    • No Islamismo, há autorização da poligamia e do divórcio. Para o Cristianismo nem a poligamia nem o divórcio são toleráveis;
  • No Islamismo há proibição de comer carne de porco, beber vinho, de representar Alá em escultura e pintura. Para o Cristianismo permite todos esses elementos mencionados, para dar a credibilidade aos fiéis;

 

  • Para o islamismo, há submissão da mulher ao homem e para o Cristianismo há respeito, sem humilhação do género feminino.

 

1.2.Semelhanças essências entre o cristianismo e o islamismo

Quanto as semelhanças, as que foram possíveis encontrar são as seguintes:

  • Alá é único Deus não há outro, como também para o Cristianismo reina o monoteísmo;
  • Para o cristianismo, assim como o Islamismo têm a mesma descendência que é de Abraão;

 

  • Todos acreditam num Deus único e vivem no amor fraterno; acreditam no Deus que é criador de tudo;
  • Para o Cristianismo assim como o Islamismo, a esmola e a hospitalidade é para todos;
  • Para o cristianismo assim como o cristianismo o jejum, desde o nascer ao por do sol durante os quarenta dias;
  • Para o Cristianismo assim para o Islamismo um bom crente deve relacionar-se na política, nos assuntos sociais e nas finanças;
  • Ambas tiveram sua origem no antigo testamento, ou seja no livro sagrado de judeus.
  • Tanto o islamismo como o cristianismo afirmam a existência da vida a pois a morte, com a existência do paraíso e do inferno.
  • Tiveram o mesmo mensageiro anjo Gabriel que teria anunciado o nascimento de Jesus. No Islamismo, o anjo Gabriel teria sido o meio pelo qual Deus optou por revelar o alcorão a Maomé.  

Ademais, salientar que a palavra Islão provém do árabe Islām, que, por sua vez, deriva da forma verbal da raiz slm, aslama, e significa "submissão (a Deus)". O Islão é descrito em árabe como um "diin", o que significa "modo de vida" e/ou "religião". A palavra islampossui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam ou Shalam, que significam "paz".Sua origem etimológica é, no entanto, rica em significados e uma explicação a seu respeito revela aspectos importantes da fé muçulmana. Como em todas as línguas semíticas, as palavras do idioma árabe que guardam relação de significado entre si possuem uma mesma raiz consonantal, normalmente de três letras. A raiz da palavra Islã é composta normalmente de três letras. A raiz da palavra Islã é composta pelas letras "s", "l" e "m". Trata-se do mesmo grupo de consoantes que formam a palavra árabe "salam", que significa paz. Isso quer dizer  que, para o Islão, a submissão sem reservas à vontade de Deus Altíssimo é a verdadeira fonte de paz. Conhecer as leis de Deus (fé, amor ao próximo, respeito mútuo, caridade, fraternidade, tolerância, entre outras) e praticá-las diariamente pavimenta o caminho para o encontro da verdadeira paz.

No que diz respeito a historia do Islao, este nasce primeiramente na Arábia, região que osárabeschamam deJazirat Al-'Arab, "a ilha dos árabes", o que denota o seu carácter isolado, separada de África e de Ásia pelo mar. É uma região inóspita (lugar com más condições de vida para o ser humano) marcada pelo deserto, onde a água é um bem raro.A península Arábica tem três grandes diferentesregiões geográficas:

  • O Hijaz, faixa montanhosa que se estende ao longo do Mar Vermelho;
  • O Nadj, planalto central coberto de dunas;
  • O Sul, região conhecida como a "Arábia Feliz", que recebia a chuva trazida pelasmonções. É a terra do incenso, onde viviam populações sedentárias.

Nascimento de Muhammad (Conclusão).

A fuga de Muhammad e dos seguidores constituiu um desafio ao poder de Meca. As duas cidades entram em guerra. Em Yathrib (Medina), Muhammad estabeleceu uma aliança com as tribos judaicas e pagãs que ali viviam, formando com os seus discípulos a umacomunidade do Islão. Através da conquista e da conversão dos árabes à sua doutrina, Muhammad conseguiu reunir uma força que provocaria a capitulação de Meca no ano de630. Em Meca ele destrói os ídolos da Caaba e fixa a nova peregrinação. Por altura da sua morte, a 8 de Junho de 632, toda a península arábica encontrava-se quase unificada sob a bandeira do Islão.

Morte de Muhammad e os primeiros khalifas (representantes): A morte de Maomé - que tinha sido duplamente um líder religioso e político -, representou um momento de crise na comunidade muçulmana, uma vez que ele não tinha nomeado claramente um sucessor.

A comunidade muçulmana decidiu convocar a Nidwa (Assembleia) para resolver o impasse e nomear um novo líder, que recebeu o título de califa (khalifa, "representante"). Nos anos que se seguiram à morte de Muhammad houve quatro califas, aos quais os muçulmanos se referem como os "Califas Bem Guiados" (al-Khulufa al-Rashidun).

O primeiro foi Abu Bakr (632-634), um dos sogros de Muhammad e um dos seus companheiros mais próximos encarregue por ele de dirigir a oração quando a sua doença o impedira de fazê-lo pessoalmente. Apesar de só ter governado dois anos, o seu califado foi determinante na medida em que consolidou o Islão na península arábica. Após a morte de Muhammad, algumas tribos de beduínos tinham abandonado o Islão e entendiam que não deviam lealdade à AbuBakr. Para além disso, vários homens que se apresentavam como profetas geravam agitação. A revolta dos beduínos ficou conhecida como Ridda(apostasia) e foi solucionada por Abu Bakr através da diplomacia e do recurso à força militar.

Uma vez unificada a Arábia, o califa Omar (634-644), nomeado por Abu Bakr para o suceder antes da sua morte, centrou-se na expansão do Islão para fora da península. As suas primeiras conquistas territoriais ocorreram na Síria, com a tomada da cidade deDamasco (635). Em 638 é a vez de Jerusalém. Ao mesmo tempo, as tropas islâmicas avançavam para este em direcção à Mesopotâmia e à Pérsia. O Império Persa Sassânidaencontrava-se numa situação bastante debilitada devido às guerras com Bizâncio e não foi difícil para as forças islâmicas vencer a decisiva Batalha de Al- Qadisiyya, perto do rioEufrates. As tropas islâmicas continuavam o seu avanço e conquistaram a capital doImpério Sassânida, Ctesifonte (637).

Avançaram igualmente em direcção ao ocidente e em 642 conquistavam a cidade deAlexandria, no Egipto. Nos territórios conquistados foram instituídos dois tributos, kharaj(incidindo sobre a produtividade da terra) e jizya (garantia da liberdade religiosa para os não muçulmanos).

Após a morte de Omar em 644 - assassinado por um cristão persa - é eleito um genro do profeta, Otman (644-656), que continua a obra de expansão territorial. Em 647 envia uma expedição militar para oeste do Egipto, naquilo que era território bizantino. A ilha deChipre é conquistada em 649 e por volta de 653 toda a Pérsia encontrava-se submetida ao seu poder (conquista da província oriental de Khurasan). É geralmente aceite que o primeiro contacto da China com o islão ocorreu durante este califado, quando Otman enviou, em 650, uma embaixada presidida por Sa’adibnWaqqas (um tio materno do profeta) ao imperador chinês Yung-Wei. A missão não logrou converter o imperador ao Islão, mas este mostrou-se interessado pela religião e permitiu a construção de uma mesquita em Quanzhou.

Otman nomeou o seu primo Mwawiya como governador da Síria, o que foi interpretado como um acto de nepotismo. Ambos pertenciam ao clã Omíada de Meca, que tinha tido no pai de Mwawiya, Abu Sufyan, um dos inimigos mais encarniçados de Muhammad. Os gastos excessivos de Otman também geraram descontentamento e em 656 este morre assassinado.

Com a morte de Otman gerou-se uma certa confusão em torno de quem deveria ser o novo califa. Para alguns era claro que essa honra deveria recair sobre Ali, que já tinha sido excluído do califado três vezes seguidas após a morte de Muhammad. Ali era casado comFátima, uma das filhas do profeta, com que tinha tido os únicos descendentes de Muhammad. Outra facção apoiava o primo de Otman, Mwawiya.

Ali foi eleito califa em 656, mas foi contestado não só por Mwawiya, como também porTalhae Ibn Al-Zubayr, dois companheiros de Muhammad, e por Aicha, uma das viúvas do profeta. Na Batalha do Camelo (Dezembro de 656) Talha e Zubair foram mortos e Aisha feita prisioneira. Em Julho de 657 as forças de Ali e Mwawiya enfrentam-se na Batalha de Siffin, mas nenhum dos lados consagra-se como vencedor. Ali concorda então com uma arbitragem proposta por Mwawiya, que terminou na nomeação deste como califa. Uma parte dos apoiantes de Ali entendeu que ele procedeu incorrectamente ao aceitar a arbitragem e retirou-se, dando origem à primeira cisão no islão, a dos kharijitas. Outro partido permaneceu fiel a Ali e às suas pretensões ao califado e deu origem aos xiitas.

Ali foi assassinado por um kharijita em 661 em Kufa e Mwawiya alcança o poder. A esta guerra civil no coração do Islão, que chocou muitos muçulmanos, a historiografia muçulmana chamou de a "tormenta maior".

Os Omíadas (661-750)

Muawiya esforçou-se por terminar com o carácter electivo do califado, promovendo a hereditariedade. A dinastia que inaugurou, a dos Omíadas, representou uma deslocação do centro político do islão de Medina para Damasco, cidade que os novos senhores fizeram a sua capital até à queda da dinastia em 750.

A era omíada ficou marcada por uma segunda vaga de expansão territorial. A ocidente, oMagrebe é conquistado entre 669 e 710, a península Ibérica em 711 e as conquistas também avançam a Este.

Muawiya I (661-680) divide o império em províncias e coloca à frente de cada uma, um governador. Nomeia o seu filho Yazid como seu sucessor, o que gerou nova contestação, pois Yazid era conhecido por ser um debochado/devasso. Yazid I (680-683) enfrentou a oposição do filho mais novo de Ali, Hussein, que parte de Meca com um grupo de apoiantes em direcção a Kufa. Em Karbala, a 10 de Outubro de 680, ele e os seus homens foram derrotados pelo exército enviado por Yazid, apenas tendo sobrevivido dois dos seus filhos. O evento marcou a mente dos xiitas, que todos os anos recordam o massacre de Hussein num festival de penitência e de luto conhecido como Ashura.

Após a morte de Yazid, a sucessão recaiu sobre o seu filho Muawiya II que governou por alguns meses. Então, desencadeou-se uma pequena luta de sucessão, da qual saiu como califa Marwan I (684-685). Marwan I foi sucedido pelo seu filho Abd al-Malik.

Abd al-Malik (685-705) fez do árabe a língua da administração, substituindo o grego e opersa nos locais em que estas línguas tinham continuado a ser utilizadas. Ele também introduziu um novo modelo de cunhagem de moedas, do qual se eliminaram os símbolos cristãos e zoroastrianos, substituídos por inscrições em árabe que proclamavam a unicidade de Deus.

Entre 680 e 692 ocorreu uma segunda guerra civil no mundo islâmico. Desta feita o movimento foi liderado pelos mawali, os muçulmanos não árabes, que se sentiam discriminados pelos muçulmanos árabes.

Em 711, durante o reinado de Walid I (705-715), o islão alcançou a Península Ibérica. OReino Visigótico que ali existia encontrava-se decadente, dilacerado por problemas internos. A invasão foi liderada por Tárique, um berbere. A população judia, que tinha experimentado perseguições durante os últimos tempos do reino visigodo, apoiou e facilitou a entrada dos muçulmanos; por volta de 714 já quase toda a península estava conquistada. Uma parte da população converteu-se ao islão, mas a conversão forçada não foi uma característica do governo dos Omíadas, que se revelaram tolerantes em relação a outras religiões. Outra parte da população permaneceu cristã, mas aderiu à língua e à cultura árabe (os moçárabes). Em 720, os exércitos islâmicos ultrapassam os Pirenéus, mas a vitória de Carlos Martel em Poitiers trava a expansão do islão na Europa Ocidental.

Na Ásia, os árabes tornaram-se senhores do Sind e de uma parte de Punjab entre os anos de 711 e 713. A conquista foi liderada pelo general Muhammad ibnQasim, que não discriminou a população local budista e hindu; tomando conhecimento de que estes povos possuíam escrituras sagradas, tratou-os como dhimmis ("Povos do Livro"), tal como era hábito considerar judeus ou cristãos. Este foi o primeiro momento da entrada do Islão na Índia. Na Ásia, salienta-se ainda a conquista do Afeganistão, da Transoxiana e daSogdiana.

Uma série de intrigas palacianas marcou o reinado dos últimos Omíadas. Os opositores à dinastia omíada, durante a qual a religião foi relegada para um segundo plano, uniram-se a um grupo liderado pelos descendentes de um tio de Muhammad, Abbas, ficando por isso conhecidos como os Abássidas. Os abássidas prometeram aos seus apoiantes que a religião teria um papel mais central se tomassem o poder e que as diferenças entre os muçulmanos árabes e os não árabes terminariam. Desencadeando a revolta a partir da província do Coração, tomam o poder em 750. Todos os membros da família omíada foram mortos, com excepção de Abd ar-Rahman I que fugiu para a Península Ibérica onde fundou um estado.

Os abássidas (750-1258)

Composta por 37 califas, a dinastia dos abássidas foi iniciada com Abu al-Abbas as-Saffah. O seu sucessor, Al-Mansur (754-775), mudou a capital do império em 762 para Bagdade, uma cidade construída para servir esse propósito. A influência persa vai predominar na vida política do califado e a nível cultural o fundo árabe mistura-se com elementos persas, sírios e indianos.

Os xiitas tinham sido apoiantes dos abássidas na sua investida pelo poder; porém os abássidas abandonam as pretensões destes em pouco tempo. Em 786, em Meca, ocorreu um massacre de descendentes de Ali. Alguns conseguiram fugir e estabelecem em 789 o reino independente dos Idríssidas no actual território de Marrocos, que perdurará até aoséculo X.

Na época do califa Harun al-Rashid (786-809) Bagdade é um dos centros mais brilhantes da civilização mundial. Este califa ordenou que após a sua morte o império fosse dividido entre os seus dois filhos, Al-Amin e Al-Ma'mun. MortoHarun, os seus filhos envolveram-se numa luta pelo poder, tendo Al-Ma'mun saído vencedor em 813. Al-Ma'mun adoptou omutazilismo, uma doutrina que rejeitava a teoria muçulmana da predestinação e que defendia que o Alcorão não deveria ser interpretado de uma forma literal. Este movimento era visto como herético pela maioria dos muçulmanos.

O controlo dos califas abássidas sobre o vasto território do império era ténue e a desagregação política, com o surgimento de várias dinastias em diferentes espaços, foi uma marca quase desde o início.

Na Pérsia, um antigo apoiante dos abássidas cria um reino separado na província do Khorosan. A dinastia dos taíridas ali se afirma entre 820 e 873, antes do seu território ser absorvido pelos Samânidas (819-999).

No Magrebe surgiria no século IX a dinastia dos aglábidas que tinham a sua capital emCairuão, na actual Tunísia. Os Aglábidas conquistaram a Sicília aos bizantinos entre 827 e878 e só no ínício do século XI é que esta ilha regressaria ao domínio cristão. Os Aglábidas viriam a ser derrotados pelos fatímidas que partindo da Tunísia fixam-se no Egipto abássida em 969.

Por volta de 945 o território que é hoje o Iraque caiu nas mãos da dinastia dos emiresbuídas, antigos prefeitos do palácio abássida.

O islão prosseguiu o seu avanço na Ásia, começando a atingir as populações do Turquestão ocidental. No início do século XI a casa dos turcos ghaznévidas, com o sultãoMahmud de Ghazni (998-1030), lança grandes incursões muçulmanas na Índia.

Em 1055 os turcos seljúcidas colocam o califado abássida sob sua tutela e torna-se defensores da ortodoxia sunita contra os fatímidas xiitas do Egipto. Os seljúcidas constituem um império que começava no Turquestão e englobava todo o Próximo Oriente.

Por volta de 1171 o poder dos fatímidas no Egipto é destronado pela nova dinastia dosaiúbidas. Esta dinastia foi fundada pelo famoso Saladino que se tornaria senhor da Arábia, Síria e Iraque. Saladino assumiu a liderança do mundo islâmico contra a agressão dos cruzados, tendo conquistado os estados francos de Alepo e Jerusalém.

O último califa abássida, Al-Musta'sim, foi assassinado com toda a sua família pelo o mongol Hulagu. Os sobreviventes desta dinastia foram acolhidos pelos sultõesmamelucos do Cairo. No Egipto prosseguirá uma dinastia abássida de 21 califas, mas de título meramente honorifico, até que aquele território foi conquistado por Selim I, sultão otomano.

O século XX

Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial inicia-se a prospecção de petróleono Médio Oriente, na qual os ingleses se revelarão os mais ávidos.

Durante a Primeira Guerra Mundial os Aliados exploraram o descontentamento em relação ao Império Otomano existente em regiões como a Arábia e a Síria. Apesar das promessas de apoio ao movimento nacionalista árabe, o fim da guerra acabou por traduzir-se num aumento da colonização europeia sobre os países árabes.

Os ingleses tinham prometido a Hussein Ibn Ali que seria o rei de um grande território formado por aquilo que é hoje o Líbano, a Síria, o Iraque, a Palestina, a Jordânia e a Arábia. Esta promessa não foi cumprida e a queda do Império Otomano em 1918 apenas fez com que os árabes mudassem de amo: aos franceses seria atribuído, pela Sociedade das Nações, um mandato sobre a Síria e o Líbano e aos ingleses sobre a Palestina. Os filhos de Hussein Ibn Ali governam dois territórios sob patrocínio britânico, a Transjordânia e o Iraque. Na Arábia forma-se um reino liderado por IbnSaud, com o apoio dos Estados Unidos.

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